Diário do Grande ABC: Saulo pede horário eleitoral na televisão ao presidente do PMDB

18/07/2012

Erica Martin
Do DIário do Grande ABC

Em reunião ontem pela manhã com o presidente estadual do PMDB, o deputado Baleia Rossi, o candidato do partido à Prefeitura de Ribeirão Pires, Saulo Benevides, pediu espaço na televisão durante a campanha eleitoral gratuita, que começa no dia 21 de agosto. “Ele disse que a prioridade é o candidato da Capital (Gabriel Chalita), mas o tempo na TV destinado aos candidatos do Grande ABC não está descartado”, contentou-se o vereador.

Entretanto, o professor de políticas públicas da Universidade Federal do Grande ABC Vitor Marchetti disse que conquistar uma vaga na televisão será trabalhoso. “As campanhas são quase que exclusivamente dos candidatos da Capital, onde estão os maiores recursos políticos e financeiros, o que acaba minando os espaços de outras candidaturas. É pouco provável que o candidato de qualquer outra cidade reverta esse cenário. Cada segundo na televisão vale ouro”, explicou.

Além disso, o PMDB – partido que mais lançou candidatos no País – tem postulantes ao cargo executivo em quatro cidades da região: Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires. A campanha desses políticos, portanto, diminuiria o tempo de exposição de Gabriel Chalita, nome da sigla à prefeitura de São Paulo, que não está bem nas pesquisas eleitorais. Último levantamento do Instituto Datafolha mostra que o peemedebista possui 6% das intenções de voto, em sexto lugar.

Marchetti lembrou que os políticos arriscam coligações para ganhar visibilidade no horário eleitoral, como o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que recebeu apoio de Paulo Maluf (PP), procurado pela polícia internacional. Isso significa que abrir mão do tempo na telinha será ainda mais improvável.

O programa eleitoral na televisão terá duração de 30 minutos e um terço do tempo será dividido igualmente entre os partidos. Os 20 minutos restantes estarão proporcionalmente ligados à representatividade de cada legenda e de suas coligações na Câmara dos Deputados. O especialista em direito eleitoral Fernando Molino recordou que na última eleição, em 2010, o partido que não tinha políticos no Congresso não podia aparecer na TV. “Agora, eles entram na cota do um terço”, citou.

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